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Enfrentar Desafios e Fazer Diferente.

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Estar neste planeta, inseridos num universo em expansão é fazer parte de algo muito grandioso, onde não há poder de controle. As mudanças a que estamos expostos no cotidiano representam – em relação ao tamanho do universo – micro partículas que nos aparecem na forma de desafios de variados tamanhos. Viver além de ser um presente, é um grande desafio.

O ciclo da vida é descrito por um arco de formação: infância e juventude, maturidade, velhice e decrepitude. Poucas partes deste ciclo são efetivamente possíveis de ‘controlar’. Vários acontecimentos simplesmente vêm e trazem alterações. Não é possível parar o tempo na juventude, por exemplo. A vida segue e exige boa gestão.

As mudanças têm a sua velocidade aumentada com o passar dos anos. A tecnologia é claro exemplo disso. A dinâmica de aceitação da tecnologia não é a mesma para lidar com as situações que mexam com a Zona de Conforto e com comportamento individual. Segundo pesquisa da International Stress Management Association – ISMABr(2011) “76% das pessoas se sente infeliz no trabalho”. Entretanto, quando mudanças ocorrem sem sua ‘decisão’, as resistências aparecem. O discurso muda. Mesmo quem pensa querer alterações, as quer sob o seu ‘controle e decisão’. Mas o que se pode controlar de fato?

“Em tempos de mudança, aqueles que estão abertos a aprender se tornarão donos do futuro, enquanto aqueles que acreditam saber tudo estarão perfeitamente equipados para um mundo que já não existe”. Eric Hoffer

No universo da vida e na gestão dos papéis – pessoal e profissional – há várias situações em que o controle possível é somente a forma de lidar com o que ocorre. Isso significa que a partir do desenvolvimento da autoconsciência, é possível utilizar a experiência acumulada – a aprendizagem, e desenvolver responsabilidade por suas escolhas e fazer diferente.

 Aprender é expandir a capacidade de efetivar ações, ou seja, “fazer do limão, uma limonada”. Ou ainda, com um pouco de inovação e trabalho em equipe, buscar outros ingredientes e fazer uma Mousse – um doce delicioso. A aprendizagem é ativa e requer vontade e ação para sair da zona de conforto. Na zona de conforto não há mais nada a aprender, o funcionamento é no piloto automático. Há situações externas em que um problema é o ‘pontapé’ para efetivar uma mudança sonhada e guardada por falta de coragem. É preciso humildade para reconhecer que existem coisas a aprender, situações a viver e novas possibilidades a construir.

Quem passa por um momento de mudança grande e se sente inseguro, sem saber o que fazer, pode aproveitar para desenvolver consciência (O que está acontecendo ao seu redor) e autoconsciência (O que  está experenciando e sentindo) e quem sabe se refazer, se reconstruir e buscar em seus fundamentos básicos a força para fazer diferente e viver novas experiências.

No processo de coaching, a espinha dorsal é desenvolver consciência e responsabilidade.  Consciência para verificar o que é realmente importante. Responsabilidade para assumir os desejos e aumentar o comprometimento e o seu desempenho em relação ao que busca.  Os clientes que procuram este processo podem vir por um estimulo externo (demissão, por exemplo), porém, quando vêm e ficam na atividade, normalmente o fazem por uma motivação interna (vontade), e se deparam com uma pergunta: – O que você quer fazer diante da situação apresentada? Neste momento, o cliente tem liberdade de escolha, tanto na resposta quanto da ação. Se a resposta for ‘tranquilizadora’ ou justificante (ex. culpa do fulano) o problema vai continuar existindo, pois ele coloca a responsabilidade fora de si e assume o papel de vítima e por consequência sente-se impotente e incompetente. Não há ação.

Se por outro lado, o cliente se considerar parte do problema, pode também se movimentar e ser parte da solução. Nesta perspectiva ele assume o poder que está em suas mãos. No momento em que se responsabiliza – mesmo com o custo da dor – ele faz a escolha e transforma-se em protagonista. Como disse Kierkgaard: “Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se é perder a si mesmo. E aventurar-se no sentido mais elevado é precisamente tomar consciência de si próprio”.

Ao assumir seus desejos e tornar-se sujeito de suas escolhas a pessoa tem a possibilidade de perceber que a felicidade é um caminho possível. Sempre.

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